Procissão de tempo em louvor ao nada

E os dias seguem em carreata

Um atrás do outro

Uma procissão de tempo

Em louvor ao nada

Pois o que é o futuro além da inexatidão?

 

E todos continuam seguindo

Sem o menor sentido

Parando nas estações

Que marcam o tempo entre o passado e o vivido

 

Olhares que olham ao redor

Peles que sentem

Que o tempo é presente

E o silêncio não é inocente

 

A sobrevivência é a única razão

Para continuar sofrendo

Não corra

Não vale a pena

O abismo está ao alcance de todos

Um dia você chega lá!

(Edna Telles – poema escrito por mim em junho de 2010)

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Sobre poemasetextos

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