Poema sem nome

É madrugada já

É madrugada ainda

Algo finda nesse curto período de tempo

Antes de adormecer

Depois de tanto pensar

O que finda?

Tudo o que é, ainda.

Não, não há lógica possível

há sim o intangível

o inimaginável

na cabeça do ser desumano por natureza,

construído a cada instante.

A cada ato impensado

A cada mão que acusa e abusa do sim

Sim ao incabível

Sim ao inaceitável

Sim à desgraça nossa de cada dia

Haveria alguma esperança?

Pra quê?

Se a mudança é tardia

Se o processo é longo

Eu quero o breve instante de morrer.

 

Edna Telles

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Sobre poemasetextos

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